Conheça a importância e como Ciclar a Creatina

A creatina se tornou um dos suplementos mais importantes e mais utilizados por esportistas nas últimas décadas. Isso porque após algumas semanas de uso já é possível sentir ganhos expressivos de massa muscular.
Se você precisa ganhar energia e potência em seus treinos, ou melhorar seu desempenho e sua hipertrofia muscular, a creatina é o suplemento ideal. A creatina fornece mais energia aos músculos, permitindo treinos mais intensos e com uma recuperação entre as séries e treinos bem mais rápida do que sem suplementação.
Contudo, após um tempo de uso, algumas pessoas tendem a sentir menos os efeitos do suplemento; alguns chegam a ter a impressão de sequer estar tomando o produto. Isso ocorre graças a um “efeito colateral” natural do nosso organismo, que acaba se “acostumando” com a creatina.
Uma solução simples para evitar este problema é administrar o consumo da creatina em ciclos, respeitando os limites do seu corpo em metabolizar esse produto. Mas antes de você entender como funciona o ciclo de creatina e a importância dele para seus ganhos, vamos explicar algumas coisas importantes:

O que é Creatina?
A creatina é uma substância composta por 3 aminoácidos essenciais: a arginina, glicina e metionina. Logo após ser sintetizada pelo organismo, ela é transformada em fosfocreatina, fator fundamental na formação de adenosina trifosfato (ATP). De forma simples, o ATP é a fonte de energia mais importante das nossas células, fundamental para a contração muscular e outras funções do nosso corpo.
Quando submetida a condições de esforço agudas, a creatina na forma fosforilada (CP) se torna uma fonte de energia produzida de forma rápida para regenerar o ATP das células do nosso corpo. Desta forma, a creatina seria benéfica em quem quer ter melhor performance no esporte em momentos que se precisa daquele “gás” extra, além de ser um forte estimulo para o crescimento dos músculos.
Outra vantagem da creatina é que ela impede que as células recorram à outra via energética para obter combustível para a contração. Quando queimamos glicose, por exemplo, temos como subproduto dessa queima o ácido lático, composto responsável por aquela sensação de queimação que sentimos durante um exercício excessivamente intenso.
Na prática, isso significa dizer que a creatina permite que você consiga treinar por mais tempo, com mais intensidade e sem sofrer com a formação excessiva de ácido lático estocado nos músculos.

Por que devo ciclar a Creatina?
Se você conhece a creatina, já deve ter ouvido falar sobre o ciclo de creatina e suas fases de saturação e manutenção. Mas você já parou para pensar qual é o objetivo disso tudo?
Alguns especialistas recomendam fazer o ciclo de creatina para não interromper a produção natural da substância pelo corpo.Banner Gif HTPro Creatina Para esses profissionais, o ideal seria utilizar creatina por um período de tempo, e depois parar por algumas semanas para estimular o fígado e os rins a produzir naturalmente as quantidades “normais” de creatina de que o corpo necessita.
Uma crença comum entre atletas é de que o ciclo pode retardar o “efeito colateral” do uso constante. Após um certo tempo, o produto tende a perder o efeito para algumas pessoas, pois o corpo começa a ficar “acostumado” com a creatina. Assim, os ganhos irão diminuir mesmo se você exagerar na dose.
De fato, após a fase inicial de saturação – que pode durar de 4 a 6 dias -, a dose diária de creatina deve ser reduzida apenas para a “manutenção” dos estoques da substância no músculo. Neste caso, portanto, basta ajustar as concentrações diárias de creatina para não correr o risco de desperdiçar o suplemento.
Para maximizar os ganhos com a creatina, o ciclo precisa ser realizado da seguinte forma: você utilizará a creatina por um período, depois suspenderá completamente o uso e posteriormente voltará a tomar. Da mesma maneira que acontece com seu treinamento – você o muda de tempos em tempos para evitar que o corpo se adapte – isso também ocorre com a suplementação de creatina.
Quatro semanas de ciclo de creatina geralmente é o essencial para a maioria das pessoas que sentem que o produto não está trazendo o resultado esperado após uso contínuo. Não existe apenas uma maneira efetiva para se tomar creatina, esta é apenas uma.

 

Como ciclar a Creatina
Semana 1: Saturação – 20g de creatina divididos em 4 doses de 5g
Existem três fases em um ciclo de creatina. Na fase da saturação você irá, literalmente, saturar os músculos com creatina. É preciso administrar 20g de creatina, dividida em 4 doses de 5g cada.
5g uma hora após a primeira refeição do dia.
5g meia hora antes do treino.
5g imediatamente após o treino, se possível junto com dextrose/malto e pó protéico. (Todos os ingredientes podem ser tomados juntos no mesmo recipiente)
5g uma hora antes da última refeição do dia.

Semana 2 a 4: Manutenção – 5g de creatina por dia
Após a fase de saturar os músculos com creatina, passamos para a etapa de manutenção, que tem como objetivo manter os níveis de creatina altos através da ingestão de uma pequena dose por dia.
– 5g imediatamente após o treino, se possível junto com dextrose/malto e pó proteico.Banner Gif HTPro Creatina (Todos os ingredientes podem ser tomados juntos no mesmo recipiente)

Semana 5 a 8: Descanso – sem consumo de creatina
E por último, a fase do descanso onde não há consumo de creatina. O seu corpo ficará descansando da suplementação até a próxima fase de saturação, quando recomeçar o ciclo.
Embora seja um dos suplementos mais pesquisados em todo o mundo, não há até o momento nenhuma comprovação científica de que fazer o ciclo de creatina seja melhor do que tomar o composto sem interrupções.
Tão logo você interrompa a suplementação, seu corpo volta a sintetizar a creatina de maneira natural, e não há comprovação de que o uso prolongado de creatina traga quaisquer riscos à saúde. Lembre-se de consumir bastante água para melhorar o pump muscular.